4.3.06

Felicidade, ahh

sou feliz, sou engraçado
estou feliz, por ter tentado
mesmo quando me falta vida
não me deixo apodrecer

se perdi é porque tive
se tive é porque fui capaz
por amar como eu amei
por amar o quanto eu quis

mas um dia sempre acaba,
mesmo se não começar
é um mistério infinito
como saber se não tentar?

coração bate mais forte
quase pula fora ao peito
o medo de que estrague
o que perfeito nunca foi

me foi tirado um alfinete,
que a muito me doia
no lugar ficou mais dor
a ferida está vazia

porém vai cicatrizar
logo serei um bom rapaz
pra poder amar de novo
como eu nunca fui capaz

esse poema é sobre amor
quando nasce e quando morre
sobre amizade e sinceridade
que nessas horas, nos socorre

Viva a sinceridade...
mesmo doída, mesmo implacável

3 comments:

Anonymous said...

Bom Felipe, entender é difícil no máximo posso dizer que imagino o que seja o que você está sentindo.
Mas nada pode ser tão complicado que não tenha explicação.
Ou tudo pode ser tão simples que passa a ser complicado para ter graça.
Sendo um pouco egoísta, esse seu poema me fez ler o que sinto, por isso não consigo entender o que você sente.
Mas como os outros eu gostei e, na minha opinião, esse é o segundo melhor.

Felipe said...

Você está certíssima.
AS pessoas tem a tendência de ler baseando se na própria experiência. Eu acho isso muito legal e nem um pouco egoísta.

Mas mesmo escrevendo o que eu sinto, continuo com meus experimentos em meio ao texto. Coisas que fogem a rima propositalmente. Adoro isso de estragar uma rima perfeita. Fazer isso me lembra do amor.

Felipe said...

Ahhh... deixo um desafio muito fácil por sinal, mas quero ver se estou certo...

Achem a rima perfeita que eu estraguei de propósitonesse texto. Ou mesmo as rimas que estraguei.