3.6.06

É ela. Aquela.

Eu sei quem é,
ela vive logo ali,
perto do bosque,
perto do monte.

Eu sei quem é,
ainda é menina-moça,
vive quase como louça,
cuidado pra nao quebrar.

Eu sei quem é,
intensidade é abundante,
inocência lhe é constante,
mas sabe o que fazer.

Eu sei quem é,
pés descalços pisam firme,
mãos e dedos tão sublimes,
e olhar que me persegue.

Eu sei quem é,
resistindo sem querer,
já não vejo outra maneira,
de ser eu sem ser você.

Eu sei quem é,
vale a pena me esforçar,
e alguém melhor serei,
por motivo de paixão.

Eu sei quem é,
É ela. Aquela.

2 comments:

Anonymous said...

Poeta, lindos seus textos, mas esse último ele é muito meigo é quase uma pintura, uma foto digital hoje em dia, de tão perfeita que é.
Me lembrou bastante o Alberto Caeiro, só que mais musical...
Lindo, adorei!!!
Beijos

Felipe said...

Esse eu gostei muito também. Confesso que esses ultimos 2 textos ficaram bons. Eu escreveria da mesma forma se fosse hoje. Ao contrário do que aconteceu com alguns textos anteriores. Textos de 4ª série. Mas sei que todos os textos são o que devem ser. Mesmo quando não estão perfeitos.